Nova Pontocom, Extra.com e o desrespeito ao consumidor

No último dia 8 de janeiro, comprei um notebook no Extra.com. O valor informado na tela para pagamento via boleto bancário era de R$ 1.226,81, porém, após finalizar a compra, o boleto foi gerado com o valor de R$ 1.345,61. Logo após receber e-mail de confirmação de compra às 9h53, fiz um print screen da tela, às 9h54, que confirma o preço errado, conforme podem ver abaixo:

Preço anunciado às 9h54, um minuto após a finalização da compra

Preço anunciado às 9h54, um minuto após a finalização da compra (8/1/2014)

Feito isso, fiz contato com o Extra.com, via chat, para tentar solucionar a situação. A conversa, iniciada pela atendente Andreia Santos, começou às 10h41. Informei o problema e às 10h47 a atendente disse que ia verificar o meu cadastro. Nove minutos depois, voltou com a seguinte informação: “Verifiquei em seu cadastro e conta [sic] que,[sic] seu pedido tem o valor de 1,345.61 [sic]”. Aleguei que esse não havia sido meu questionamento inicial, ao que fui informado que o preço do produto havia sido atualizado, mesmo após minha alegação de que possuía o print screen da tela. Ao fim do atendimento, ficou resolvido que minha contestação seria repassada ao setor responsável, que me daria retorno em até cinco dias úteis, por e-mail ou telefone. Não satisfeito, publiquei também uma reclamação no site Reclame Aqui, que pode ser acessada no seguinte link. As incontáveis reclamações contra o Extra.com podem ser lidas aqui, muitas delas ignoradas, como a minha.

No dia seguinte, 9 de janeiro, recebi uma ligação de Amanda Câmara, solicitando o envio do print com o valor no momento da compra. O envio foi feito às 16h45 para o e-mail amanda.camara@novapontocom.com.br. Nesse momento, descobri que o Extra.com pertence ao mesmo grupo do Pontofrio.com, contra quem tive que ir à Justiça para resolver causa relativa a uma compra que não foi entregue no ano passado, e que a empresa se recusou a reconhecer. Você pode conhecer as outras empresas do grupo neste link, a fim de evitá-las.  A Amanda respondeu meu e-mail, às 17h12, dizendo ter encaminhado os prints para a área responsável. Na sexta, dia 10, recebi ligação de outra atendente, pedindo também os prints. Quando disse que já havia enviado à Amanda, ela disse que iria ver com ela e desligou.

Desde então, tenho sido ignorado pelo Extra.com. A linha de telefone informada no site nunca está disponível. A conversa via chat não resolve nada. Não recebi mais nenhuma ligação nem resposta aos outros e-mails enviados, cobrando posicionamento. Minhas réplicas no Reclame Aqui sequer foram rebatidas.

Ontem à noite, fui respondido via Twitter, conforme podem ver abaixo, porém passei a ser ignorado assim que verificaram qual era a minha demanda. Hoje já enviei uma mensagem direta, porém sem sucesso.

Resposta via Twitter (14/1/2014)

Resposta via Twitter (14/1/2014)

E, assim como não “deixei pra lá” a história com o Pontofrio.com, esse post não é o fim da minha “briga” com o Extra.com, mas apenas o início.

Como nossos pais – Viva Elis em BH

Maria Rita se emociona durante apresentação em BH

Foto: Kleber Bassa

Homenagear aquela que, para muitos, é a maior cantora brasileira de todos os tempos: Elis Regina. Foi com esse objetivo que Maria Rita subiu ao palco, no dia 8 de abril de 2012, para o show em Belo Horizonte da turnê “Viva Elis”. As privilegiadas pessoas que foram ao estacionamento do Parque dos Mangabeiras, no domingo de Páscoa, viram um espetáculo em que emoção, música, arte e beleza se misturaram.

Maria Rita que considero uma das maiores expressões atuais da Música Popular Brasileira mostrou no palco não uma cópia do que sua mãe fazia, mas uma releitura. E que mãe não se sentiria homenageada ao ver sua filha cantar canções que se tornaram eternas em sua voz, com uma postura própria, madura. A cada música do repertório, Maria Rita pôde mostrar, mais uma vez, quem ela é. Sem se esquecer de agradecer aquela que certamente, em sua vida, muito deixou.

A mensagem da canção de Belchior, “Como nossos pais”, que ficou eterna na voz de Elis, ao final lembra que “apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”. Isso não implica nenhum reducionismo daquilo que somos. Visto pelo lado positivo, mostra apenas o poder de influência que nossos pais têm sobre a formação daqueles que hoje nos tornamos. O que não significa que não possamos deixa-los orgulhosos. Maria Rita conseguiu. De forma brilhante. Única. Com certeza, a cada música cantada em Belo Horizonte e em todos os outros shows feitos por ela na turnê, sua mãe chorou. E se alegrou, cheia de orgulho.

Viva Maria Rita, Viva Elis!

A equipe da Bassa Foto Design acompanhou o show de BH. Confira as fotos feitas pelas lentes do fotógrafo Kleber Bassa.

Transporte público e BHTrans, exemplos de desrespeito

Semana de greve no transporte público na Região Metropolitana de Belo Horizonte, muita chuva, trânsito na cidade cada vez mais complicado. Pode ficar pior? É claro…

Para chegar ao Campus Pampulha da UFMG, local onde trabalho, utilizo a linha de ônibus suplementar 51, um daqueles “amarelinhos”. Hoje, uma surpresa. O motorista parou no ponto, abriu apenas a parte da porta usada para desembarque e, quando as pessoas terminaram de descer, para minha surpresa, perguntou: “vai pagar como?”, “com cartão” – respondi. Foi quando ele informou que só poderia embarcar quem fosse pagar com dinheiro. O motivo: a máquina do ônibus estava estragada.

Absurdo, não? O próximo suplementar da mesma linha sairia do ponto final apenas dali a cerca de 30 minutos. E quem paga? O usuário, o cidadão, cujo serviço recebido já não é dos melhores. E o absurdo não parou por aí: ao cruzar com outro suplementar, da linha 52, que faz o trajeto oposto, o motorista fez as pessoas descerem e atravessar a avenida para “passar o cartão” no veículo do colega. O negócio: depois eles acertariam o valor das “passagens”.

Indignado, resolvi ligar no atendimento da BHTrans e registrar minha reclamação. Já ouviu alguém dizer que nada é tão ruim que não possa piorar? Com a BHTrans, essa máxima vale!

Do meu celular, liguei no 156, ouvi as gravações e digitei dois números (3 e 4) para, enfim, conseguir falar com uma atendente. Relatei o ocorrido, informei os dados e, em seguida, ela me pediu para aguardar. Após cerca de 8 minutos de uma ligação ativa, porém muda, sem nenhuma fala do tipo “estamos com algum problema, aguarde mais uns minutos”, resolvi utilizar um telefone fixo para fazer outra ligação para o 156. Ouvi mais uma vez as gravações. Digitei novamente os números 3 e 4 e fui direcionado a outra atendente. Relatei todo o problema, inclusive a outra ligação, ainda na espera. A ligação estava ativa há 12 minutos no celular, no viva-voz, quando a primeira atendente retornou, pedindo desculpas, pois o sistema estava fora do ar. Por isso, ela me deixou na linha por mais de 10 minutos, sem qualquer tipo de explicação ou contato.

Aí eu te pergunto: uma empresa “quase pública” (é uma sociedade de economia mista, e a Prefeitura de Belo Horizonte detém 98% do capital) que faz isso com o cidadão tem capacidade de fiscalizar e gerir o transporte de uma das maiores capitais do Brasil?

Agora, aguardo a resposta à minha reclamação, que, nas palavras da atendente, “não tem nenhum prazo ou previsão”.

 

Superliga na TV aberta

Uma ótima notícia aos amantes do vôlei: a partir do próximo dia 20, após seis temporadas, a TV Bandeirantes volta a transmitir o maior torneio nacional do esporte: a Superliga. A última edição transmitida pela Band foi a de 2002/2003. Até o momento, está definida a transmissão de uma partida por semana. Outras informações não foram passadas, nem pela CBV nem pela emissora.

Mesmo considerando pouco a transmissão de uma partida por semana, fiquei feliz com a notícia. É bom ver o interesse de um tradicional grupo de comunicação do país em levar o vôlei de volta à TV aberta. Necessidade mais que urgente. É cansativo e triste ver que os programas esportivos, em sua esmagadora maioria, só tratam do futebol.

O desempenho das seleções nacionais, masculina e feminina, e o crescimento do público nas partidas da Superliga nos últimos anos justificam esse interesse da Band. O vôlei merece destaque e espaço na TV aberta. O público brasileiro tem o direito de conhecer de perto a base de todo o trabalho realizado pelas seleções nacionais.

As equipes estão estruturadas. A Superliga está cada vez mais forte. É hora de reforçar também a cobertura e dar ao vôlei a posição que ele merece na cobertura jornalística. Resta torcer para que as transmissões alcancem bons índices e criem o desejo de investimentos e cobertura maiores por parte dos empresários.

Sensacional será o dia em que a cobertura jornalística acompanhar o crescimento técnico observado pelos freqüentadores das quadras que recebem as partidas da Superliga.