Sobre quem eu não sou

Foto: Kleber Bassa

Foto: Kleber Bassa

Se há uma música que hoje – e já há algum tempo, até mesmo antes de eu conhecê-la – me representa é a canção ‘Esperança’, composição de André e Tiago Arrais (Você pode ouvi-la aqui). Não por acaso, esperança também é uma das palavras que mais admiro na língua portuguesa.

Tal como a personagem da canção acima citada, por vezes tenho sentido na pele o quão miserável sou. E, quanto a isso, já sou convicto e dispenso toda e qualquer palavra de ajuda e/ou incentivo que alguns teimam em dizer quando me expresso assim, demonstrando claramente que pouco me conhecem. Ou, talvez, que não aceitam aquele que sou. Sou assim, sem arrependimento, sem culpas.

Com esperança, no entanto… Mas qual esperança, alguns podem perguntar? Esperança que, no Eterno, posso ter, uma vez mais, o pão que outrora, quando sobrava, ainda era meu. E hoje não mais é… Minha fé, no entanto, é esta: “no desapontamento, a esperança nasce!” Assim, minha perspectiva, tal qual a do homem da canção dos irmãos Arrais, é a de viver o presente, independentemente do que passou. Porque, penso eu, de nada adianta lamentar-me pelo que passou. A parte do passado que não me orgulha deve servir unica e exclusivamente para me fazer caminhar de encontro Àquilo que almejo. Algo mais nobre, mais alto que eu…

Quando vejo que tudo mudou, muitas coisas para melhor, mas algumas, no entanto, para pior, acredito que a parte que me cabe é deixar para trás, no passado, o homem que fui, bem como todas as construções que ele edificou longe dAquele em quem deposito minha esperança e fé. “Se tudo mudou, eu abro as velas da embarcação. Na esperança que pela manhã, avistarei o porto onde te encontrarei…”

Busco desde que nasci. E nunca parei de buscar. Nem quero.

Não sei ainda exatamente o homem que quero ser. Mas, dia após dia, tenho mais convicção e certeza a respeito daquele que fui e não quero mais ser e também daquele que, apesar de nunca ter sido, sei bem que nem de longe almejo ser.

No momento, as noites nem sempre são bem dormidas. Como numa fuga, nadando na incerteza. Uma quietude que nem sempre revela paz e descanso. Confiante, porém, que após noites mal dormidas também me esperam dias em que a alegria se faz Luz.

Quando a tempestade me alcançar no Caminho – e sei que alcançará em muitos momentos – e o barco naufragar, quero apenas despertar numa terra firme. Junto ao Amor, em quem eu sou!

2 respostas em “Sobre quem eu não sou

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