Bla bla bla

Foto: Kleber Bassa

Frequentemente sou convidado a participar de algum esquema ‘cristão’. Mas…

Já não aguento mais ouvir falar em congressos e conferências. Sistemas e esquemas. Cultos e missas.

Os discursos religiosos formatados me soam extremamente feios. Vazios de beleza, poesia e, o mais importante, conteúdo prático para a existência.

Sim, os conteúdos são vazios de sentido, de aplicabilidade… O que é muito triste.

Os evangélicos falam uma linguagem digna de seres extraterrestres. Às vezes, nem entre eles costumam se entender. Melhor quando é assim. Já a Igreja Católica insiste em fazer uso de uma comunicação que morreu na Idade Média.

Os que fogem à regra enfeitaram demais o formato. Esqueceram-se da simplicidade do conteúdo. Convictos e seguros em si mesmos, preferem continuar negando aquilo que Jesus ensinou.

Acho ridículo quando ouço falar de projetos, planejamentos e – o pior dos termos – visões! Sim, visões. As pessoas veem tanto e, ao mesmo tempo, não enxergam nada.

Se enxergassem, veriam o exemplo de Jesus, que abandonou qualquer padrão. Que fugiu às fómulas e aos esquemas. As pessoas ignoram o conselho para que o seguíssemos… Preferem seguir os Seus supostos seguidores – surtados, em sua grande maioria.

Que outra visão é necessária para a decisão de ser Jesus na vida do outro (ao invés de falar abobrinhas na cabeça das pessoas!) além de um olhar que encare a realidade como ela é? Sem máscaras, sem religiosidade, sem pragmatismo, sem teologia, sem dogmas.

A religião se parece cada vez mais com a política. Nos dois sistemas, a lógica é a mesma. Os atores também… Pastores me envergonham tanto quanto os nossos vereadores, deputados, senadores etc. E o que dizer de padres e sacerdotes católicos?

Óbvio que não são todos. Mas aqueles que não pecam na prática do que é moralmente condenável erram na omissão. Pior para mim é tal pecado, a covardia.

Veem e fingem não ver…

Veem e permanecem onde estão…

Calados, covardes, com medo de romper com o ambiente seguro – ainda que sujo e profano – que lhes é oferecido pela religião.

Em grande parte das cidades brasileiras ainda é irrelevante o número de evangélicos. E eu, o que penso e faço diante disso?

Apenas oro para que tais cidades permaneçam assim. Onde há poucos evangélicos resta um pouco mais de espaço para o Evangelho.

Meu compromisso com o Evangelho me exige o rompimento com tudo aquilo que é “evangélico”.

Não posso, como fazem tais instituições cristãs, romper meu vínculo com a Vida! Não é preciso nenhum planejamento, método ou esquema para levar o Amor e a Graça ao coração do próximo.

Basta abrir a porta do quarto, sair de dentro dele, e mergulhar nos encontros com o ser-humano. Inevitáveis, quando se resolver sair do enclausuramento das quatro paredes, e abrir os braços para os abraços e para a Vida!

Não é preciso cadastro, inscrição ou roteiro. É só começar…

E, por mim, chega de bla bla bla.

2 respostas em “Bla bla bla

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