Transporte público e BHTrans, exemplos de desrespeito

Semana de greve no transporte público na Região Metropolitana de Belo Horizonte, muita chuva, trânsito na cidade cada vez mais complicado. Pode ficar pior? É claro…

Para chegar ao Campus Pampulha da UFMG, local onde trabalho, utilizo a linha de ônibus suplementar 51, um daqueles “amarelinhos”. Hoje, uma surpresa. O motorista parou no ponto, abriu apenas a parte da porta usada para desembarque e, quando as pessoas terminaram de descer, para minha surpresa, perguntou: “vai pagar como?”, “com cartão” – respondi. Foi quando ele informou que só poderia embarcar quem fosse pagar com dinheiro. O motivo: a máquina do ônibus estava estragada.

Absurdo, não? O próximo suplementar da mesma linha sairia do ponto final apenas dali a cerca de 30 minutos. E quem paga? O usuário, o cidadão, cujo serviço recebido já não é dos melhores. E o absurdo não parou por aí: ao cruzar com outro suplementar, da linha 52, que faz o trajeto oposto, o motorista fez as pessoas descerem e atravessar a avenida para “passar o cartão” no veículo do colega. O negócio: depois eles acertariam o valor das “passagens”.

Indignado, resolvi ligar no atendimento da BHTrans e registrar minha reclamação. Já ouviu alguém dizer que nada é tão ruim que não possa piorar? Com a BHTrans, essa máxima vale!

Do meu celular, liguei no 156, ouvi as gravações e digitei dois números (3 e 4) para, enfim, conseguir falar com uma atendente. Relatei o ocorrido, informei os dados e, em seguida, ela me pediu para aguardar. Após cerca de 8 minutos de uma ligação ativa, porém muda, sem nenhuma fala do tipo “estamos com algum problema, aguarde mais uns minutos”, resolvi utilizar um telefone fixo para fazer outra ligação para o 156. Ouvi mais uma vez as gravações. Digitei novamente os números 3 e 4 e fui direcionado a outra atendente. Relatei todo o problema, inclusive a outra ligação, ainda na espera. A ligação estava ativa há 12 minutos no celular, no viva-voz, quando a primeira atendente retornou, pedindo desculpas, pois o sistema estava fora do ar. Por isso, ela me deixou na linha por mais de 10 minutos, sem qualquer tipo de explicação ou contato.

Aí eu te pergunto: uma empresa “quase pública” (é uma sociedade de economia mista, e a Prefeitura de Belo Horizonte detém 98% do capital) que faz isso com o cidadão tem capacidade de fiscalizar e gerir o transporte de uma das maiores capitais do Brasil?

Agora, aguardo a resposta à minha reclamação, que, nas palavras da atendente, “não tem nenhum prazo ou previsão”.

 

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