A respeito da minha ausência

Quando não quero conversar, na maioria das vezes, é apenas porque não quero conversar. Simples assim. E é só… Sem mais interpretações. Infelizmente essa simplicidade não basta para a maioria esmagadora das pessoas. Sempre buscam uma interpretação a mais. Mesmo quando ela não existe. E quase nunca existe…

Ainda bem que tenho amigos que conseguem entender isso de uma forma absurdamente simples. André e Renan são assim. Quando ligam e não atendo, não insistem. Esperam pacientemente até que eu, quando bater a vontade, os procure. Se não me atendem no retorno, sei que não é uma forma de retribuição. É o acaso, ou talvez a falta de vontade de conversar também naquele momento.

Quando recebo uma mensagem deles e não quero responder, sinto-me em paz, por saber que tal atitude não gerará neles qualquer dúvida a respeito daquilo que representam em minha vida. Não passarão horas tentando entender o que fizeram para que eu não os respondesse. Sabem que não fizeram nada. E isso lhes basta.

Assim são os amigos. Quando nos conhecem, esforçam-se para nos entender e se adaptar ao nosso jeito de ser. Quem é meu amigo sabe que tenho momentos que são só meus. Que chega uma hora em que quero me recolher. Ignorar todo contato e ficar em um mundo onde ninguém mais tem acesso.

Nesses momentos, posso estar bem ou não. Posso estar chateado ou não. Posso ter uma motivação externa ou não. Posso estar com problemas ou não. Simples. Chega uma hora em que minha alma pede por momentos assim. E isso pode acontecer em meio aos melhores ou aos piores episódios que vivo. Não há regra.

Confesso que é um saco eu simplesmente não estar a fim de conversar e saber que as pessoas cogitam explicações as mais diversas para isso. Procuram – até que encontram – problemas a fim de entender o motivo da minha ausência. E aquilo que, até então, não era problema acaba por se tornar.

Seria bem melhor que as pessoas aprendessem a esperar, em paz, o meu retorno. Eu sempre volto. Quem me conhece sabe. Se você não sabe, você não me conhece. Se não me conhece, provavelmente não temos importância na vida um do outro. Ou seja, o melhor a fazer é realmente não ter contato.

Pra mim, reafirmo, seria muito mais fácil lidar com amigos que sabem a hora de me deixar em paz. Que sabem que se não atendi a uma ligação o melhor a fazer é esperar até que eu retorne. Seja daqui a alguns minutos, a algumas horas, a alguns dias, a alguns meses…

Ser amigo não é obrigação. É escolha. Gostar não é obrigação. É escolha. E nessa escolha há sempre a margem para a individualidade, para que eu continue sendo quem sou. É por causa dessa margem que eu me afasto. Fico na minha. E volto quando quero. Simples assim.

Se você é meu amigo, você entende. Eu não estou sempre disponível. Se não entende e não aceita, nunca fomos e nunca seremos amigos. Sugiro a quem se enquadra no segundo grupo que procure a “amizade” em outro lugar. Os meus amigos, mesmo quando fico em silêncio, se sabem amados. E isso lhes basta… sempre!

3 respostas em “A respeito da minha ausência

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