Basta!

Ofereço-me como sou
Mas ninguém entende,
Ou não me querem

Não tenho segredos
Mas há quem insista em criar alguns,
ou inúmeros, para mim

Não me preocupo com imagem
Mas há quem se encarregue de querer
cuidar da minha imagem pessoal

A todo instante sou rotulado
Em vão tento escapar

Insistem em classificar-me
Relutante, tento ignorar

Querem saber de qual grupo sou
E ignoram a minha individualidade
Não sou de grupos; sou só!

Perguntam-me de quem sou
Insisto: de quem me aceita como sou
Não sei pertencer de forma exclusiva!

Questionam-me se sou A ou B
E acham que sou covarde por preferir
o centro… ou o silêncio!

Abro mão da opinião!
Não quero dar palpites
Calo-me e espero, em troca,
também o silêncio!

Mas… não!
Usam palavras de ordem
Quanto mais silencio,
mais gritos sou forçado a ouvir!

Basta! Faço-me surdo
Luto, ignoro, calo-me
Escondo-me

Talvez eu queira ficar aqui
Apenas dentro de mim
Para, talvez, sair às vezes
Quando me der vontade!

Sim, sou do talvez…
e morrerei assim!
Ou não…
Quem sabe!?

Uma resposta em “Basta!

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