Relutante, desisto

Frequentemente, percebo-me tomado por uma tristeza infértil. Tristeza que machuca, mas não cria. Que fere, mas não impulsiona. Dilacera, mas não faz avançar.

A luz que outrora havia, mesmo que distante, afasta-se cada vez mais. Como uma miragem no deserto. Distância que aumenta. Cenário novo que nunca se aproxima. Cada vez mais distante. Viagem sem fim.

Sem forças para prosseguir, me entrego. Não é a coerência que me faz querer descansar. O desejo de parar é devido à total falta de opções. Do meu coração, ergue-se o clamor “Deus, ajude-me a parar!”. Em meu coração, o desejo inesgotável pela chegada do fim. Não quero mais nada. Contraditoriamente relutante, desisto!

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