Raikkonen no topo

Raikkonen é o campeão da temporada 2007 da Fórmula 1. Com a vitória no Grande Prêmio Brasil, em Interlagos, o “Homem de Gelo” surpreendeu a muitos e garantiu o título, desbancando o inglês Lewis Hamilton e o espanhol Fernando Alonso, favoritos para vencer o campeonato.

A Fórmula 1 é a categoria máxima do automobilismo. A cada temporada, as 17 etapas reúnem 22 pilotos. Após sete meses de disputas emocionantes, pode-se conhecer o campeão. Assim como em um campeonato de futebol por pontos corridos, o melhor sempre vence, embora alguns insistam, sem argumentos plausíveis, em desmerecer aquele que garantiu, com esforço e competência, a vitória.

Kimi Raikkonen, piloto finlandês, há sete temporadas na Fórmula 1, venceu a disputa em 2007, de forma justa. É incontestável o seu desempenho durante as 17 provas. Foram seis vitórias e dois segundos lugares, além de outras sete corridas marcando pontos. Ao todo, ele subiu ao pódio oito vezes durante a temporada. Apenas em duas corridas, o finlandês não pontuou.

Embora sem acompanhar a repercussão da vitória de Raikkonen ao redor do mundo, arrisco dizer que é no Brasil, apenas, que se considera desmerecido o título conquistado pelo finlandês. No sexto ano em que nosso campeonato nacional de futebol é realizado como deve ser, por pontos corridos, inúmeras vezes ouvi pessoas incoerentes chorarem a volta ao tradicional mata-mata. E, coincidentemente, muitos destes defensores do antigo e injusto formato, são aqueles que se levantam contra a conquista de Raikkonen. Talvez eles queiram, também, propor uma nova fórmula de disputa para a Fórmula 1, bem mais brasileira. Pois aqui, em nosso país, não é digno de mérito quem corre atrás e, com esforço próprio, conquista o resultado. Antes, estamos acostumados a valorizar aqueles que têm o nome ou a simpatia popular.

Talvez, se ao longo da história, tivéssemos aprendido que o “homem de gelo” pode ser mais capaz que o “bonitinho e simpático”, tivéssemos poupado o país de tantos políticos canalhas. Para quem acha a comparação incoerente indico um exercício: tente relembrar quantos escândalos políticos foram conduzidos por “homens de gelo” e quantos tiveram a arquitetura de “garotos simpáticos e encantadores”.

Pense, apenas pense! E mesmo que não concorde, não me importo. Até a próxima temporada, todos terão que reconhecer, aceitar ou, no mínimo, engolir, como diria o Zagallo. Afinal, Raikkonen é campeão e está numa lista seleta, ao lado de grandes campeões, dentre eles os mais recentes, os quais pude acompanhar, como Fernando Alonso, Michael Schumacher e Mika Hakkinen. Hamilton tem, pelo menos, mais um ano de espera e é bom começar a se preparar e arranjar uma forma de não escorregar outra vez. Já que quem é de gelo, ao menos não escorrega nas próprias lágrimas.

 

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